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Eu acho que pirei

A quarentena fez minha saudade do Brasil quadruplicar e um dos “presentes” que eu me dei foi uma assinatura do Globoplay. Eu evitava assinar por medo de me apegar às novelas e passar muito tempo ouvindo o idioma português (aconteceu).  Amo minha língua, mas me forço a treinar o inglês na maior parte do meu tempo, para que eu fique cada vez melhor. Coisa de gente nerdinha e perfeccionista.  Um belo dia, caí no documentário que conta a história da dupla Sandy & Júnior. Nunca fui fã assumida, mas gosto muito de saber a história das pessoas e esta série é praticamente uma biografia da trajetória profissional dos dois. Mal pisquei, terminei. Nem vi o tempo passar. Fiquei fascinada com o profissionalismo daquelas crianças, com a seriedade, com a lucidez de não se comportarem em nenhum momento como dois deslumbrados escrotos – como tanta gente com bem menos fama acaba se transformando. Bom, independente do seu gosto musical, é preciso admitir: o sucesso destes dois não foi uma alucinação coletiva; foi algo bem real. Turu …

Framing Britney Spears

Ser perfeita cansa: Britney Spears que o diga

Se você estava vivo e com o mínimo acesso à Internet entre 2007 e 2008, não deve ter passado batido por algumas das imagens mais famosas de Britney Spears. Primeiro, raspando a própria cabeça numa barbearia; algum tempo depois, atacando o carro de um paparazzi com um guarda-chuva verde.  As duas fotos são icônicas porque marcaram a virada de chave de uma carreira muito bem-sucedida. Foi ali que a cantora, até então idolatrada como a “princesinha do pop”, passou a ser massacrada publicamente e a perder o controle da própria vida.  Essa trajetória rumo ao estrelato até o colapso está registrada em um recente documentário do New York Times, “Framing Britney Spears”, que busca desvendar o mistério por trás da custódia da cantora pelo pai, Jamie Spears. Há mais de dez anos, é ele quem controla não só as finanças, mas basicamente todas as decisões da filha.  O intrigante é que durante todo esse tempo ela trabalhou e fez muito, mas muito dinheiro. Ou seja: é considerada sã para performar em turnês mundiais, mas não …

Precisamos normalizar o final feliz sem príncipe

Nada melhor do que uma série gostosinha para amenizar o coração do povo sofrido que sobreviveu a 2020, não é mesmo? Carente, melancólica e com saudades da família, não pensei duas vezes em dar o play na série  “Namorado de Natal”, da Netflix, e simplesmente maratonei. Essa é a típica série que nos faz esquecer do mundo lá fora.  Toda a estética é agradável e traz um “quentinho” para o coração: a neve, os dramas familiares de fácil identificação, amigos ponta-firme e uma protagonista encantadora, daquelas que dá vontade de ser amiga. Os personagens são carismáticos, bem escritos. Em pouco tempo, eu estava apegada a eles. Nem vi as horas passarem. A série talvez tenha cumprido seu objetivo principal: me distraiu.  Spoiler alert Devo adiantar que, a partir de agora, trago um spoiler gigantesco, porque embora eu tenha adorado a série, esperava mais do desfecho da personagem principal, Johanne, uma enfermeira de 30 anos que sofre pressão familiar para arrumar um namorado. Até aí, nada de novo. Inúmeras produções giram em torno do “problema” de …

Veganismo é coisa de rico?

Quando eu morava no Brasil, eu morria de vontade de tomar leite de amêndoa, desses industrializados que vêm em embalagens lindas. Eu lembro que, na época, quase caí de costas quando descobri que uma caixa custava em torno de 25 reais. Nunca comprei. Na verdade eu até poderia comprar, mas me recusava. Eu sempre frequentei feira, sacolão, horta, empório, mercadões, etc. Eu sempre soube o valor das coisas. Quando cheguei aqui o susto foi bom: no mercado onde costumo fazer minhas compras, o leite de amêndoa custa U$ 1.99. Tudo bem que o dólar a essa altura tá o que? Oitenta reais? Mas ainda assim, imagine que para uma pessoa que mora aqui, e ganha em dólar, gastar dois doll numa caixinha de leite de amêndoa não vai deixar ninguém mais pobre. Acho essa diferença um pouco revoltante. E uso o exemplo do leite vegetal porque ele é apenas um dos incontáveis produtos que apareceram nas prateleiras nos últimos anos como alternativas para quem quer excluir alimentos de origem animal do cardápio.  Não demorou para …

O dilema das redes: entenda o algoritmo ou fuja para as montanhas

Eu já pensei em sair do Facebook várias vezes. Mas esses dias aconteceu um fenômeno curioso, logo depois do lançamento do documentário O dilema das redes, disponível na Netflix. Como esse é um tema que me interessa, eu tinha colocado um lembrete para assistir assim que fosse lançado. E foi o que eu fiz: assisti na mesma noite. A princípio, o documentário não me despertou muita coisa. Acho que coloquei expectativa demais.  Eu esperava mais dados científicos, esperava ser surpreendida com novas pesquisas de comportamento, esperava alguma novidade e muito mais profundidade. Pensei: vou assistir mais uma vez para ver se mudo de ideia.  Só que nos dias seguintes começaram a pipocar nas minhas redes sociais as reações sobre o documentário. No meu Twitter e no meu Instagram, as opiniões eram mais ou menos assim: “Muito básico”; “Esperei tanto para ver o óbvio”; “Estamos em 2020 e as pessoas ainda precisam de um documentário que explique que estamos sendo controlados por algoritmos”.  Concordei.  Mas foi numa das minhas raras entradinhas no Facebook que notei justamente o …

Documentário aborda beleza e representatividade da mulher na mídia

Outro dia, li uma entrevista com uma atriz que dizia que não via quase nada de bom em envelhecer. Listou umas duas ou três coisas ligadas ao amadurecimento emocional como fatores positivos; em contrapartida, a lista de angústias era gigantesca. O pescoço anda muito enrugado, a barriga já não é mais a mesma, as linhas de expressão a obrigam aplicar botox o tempo todo…é, não deve ser fácil viver de imagem num mundo em que valoriza tanto a aparência da mulher. Para nós, é implicitamente negado o direito de envelhecer.  Enquanto há material suficiente na mídia sobre como nos comportar, o que vestir, o que comer (e principalmente o que NÃO comer) e o que passar na cara para congelar o tempo, pouco se fala sobre a origem dessa pressão estética. O documentário Miss Representation é de 2011, mas, mesmo quase dez anos depois, ainda é super atual (infelizmente). Ele aborda a forma como a mídia e cultura contribuem para colocar a mulher nesse papel de obediência e submissão. Não pode envelhecer, não pode engordar, …

Longevidade Pexel

Documentário reúne os 6 passos para conquistar a longevidade

A água aqui em São Francisco é muito, mas MUITO gelada. Ainda assim, sempre vejo gente surfando e nadando, até nos dias mais cinzentos! Outra característica bem marcante é o vento: constante e BEM FRIO. Mas, mesmo assim, muitos se arriscam a fazer sua corrida ou caminhada pelas ruas de manhã ou no fim da tarde. Eu mesma tenho aproveitado que o tempo deu uma melhoradinha para sair da academia de dentro do prédio e ir pra rua! Vou até a marina andando, e, depois, subo um quarteirão andando, outro correndo. Quem conhece a cidade sabe que as subidinhas são para CAMPEÕES, então, me sinto uma vitoriosa quando chego em casa! Esses dias, eu estava me aproximando da baía quando vi um senhor de idade, com a cabeça bem branquinha, tirando a roupa de borracha e colocando a camiseta de malha, que estava guardada no porta-malas. Não eram nem nove horas da manhã, e, evidentemente, ele já tinha feito seu exercício diário! Fiquei encantada ao me deparar com aquela cena, porque sempre vejo essas pessoas …

Netflix Explicando: Dietas

Você ainda acredita em dietas? Esse vídeo pode abalar suas crenças

Estamos em 2018. Sabemos como trocar mensagens instantâneas com pessoas em qualquer parte do mundo, já temos um robozinho que é capaz de varrer a casa (quero!), e conseguimos até mesmo destravar o celular mostrando apenas a nossa linda carinha para a tela. Mas ainda não inventamos uma forma de emagrecer sem sofrimento. Ou melhor, isso até existe, e se chama mudança de comportamento. Mas a maioria das pessoas ainda prefere acreditar em promessas que tragam resultados rápidos, como dietas restritivas e os produtos milagrosos que são produzidos em larga escala pela indústria do fitness. Felizmente, a ciência da Nutrição vem avançando cada vez mais na direção oposta do que nos foi vendido por tantos anos. No lugar de contar calorias, entra o comer consciente, ou “Mindful Eating“. No lugar da privação, a moderação. Ao invés de se entupir de adoçante e de produtos “light” e “zero”, mais comida de verdade e, de preferência, caseira. Eu sigo essa linha e há muitos anos, não faço dietas e prefiro comer de tudo, com moderação. E hoje …

Mymadfatdiary Div

Dica incrível de série sobre autoaceitação: My Mad Fat Diary

Autoestima: tá aí uma palavra que visita o imaginário feminino desde que o mundo é mundo. Sim, falo aqui diretamente com as mulheres porque, historicamente, somos mais cobradas para sermos belas, magras (porém peitudas e bundudas), nos vestirmos de acordo com o que esperam da gente…enfim, para tentarmos nos encaixar. O tempo todo. Justamente por isso eu me apaixonei pela série que indico hoje, My Mad Fat Diary, uma produção britânica baseada no livro homônimo, escrito por Rae Earl. Porque ela questiona toda essa carga enorme de cobranças que vêm com o padrão de beleza imposto.  A série não é exatamente nova, mas só descobri recentemente. Não tem no Netflix, mas ó que boa notícia: as três temporadas completas estão disponíveis no Youtube (siiiim, são só três temporadas, snif, snif). O enredo é sobre uma garota de 16 anos que enfrenta todas as mazelas de uma adolescência gorda. A busca pela aceitação dos outros e dela própria, dietas malucas que acabam interferindo no seu estado emocional, compulsão alimentar, vida amorosa, vergonha do corpo e por aí …

repense o elogio

Repense o elogio: documentário traz reflexão sobre padrões de beleza

Olá, mulheres do meu Brasil. Uma pergunta: vocês já foram chamadas de “princesas” alguma vez na vida, especialmente na infância? Se sim, isso pode ter gerado um certo impacto em você. Se não, também. Essa é a ideia do documentário Repense o Elogio, dirigido por Estela Renner, que faz parte de uma campanha da marca Avon. Está disponível na íntegra no Youtube. A reflexão é justamente sobre a forma com que os elogios que fazemos às crianças as influenciam na vida adulta. Enquanto meninos geralmente recebem rótulos como “esperto”, “corajoso”, “inteligente” e “forte”, as meninas geralmente ficam com adjetivos como “linda”, “delicada”, “boazinha”, “quietinha”e…claro, “princesa”. “Ai, mas o mundo tá muito cheio de mimimi, agora não pode chamar de princesa mais?”. Pooooode, QUERIDX. Mas as meninas são muito mais do que princesas. Vamos entender por que (e prometo não me alongar no tema porque a ideia é que vocês assistam o documentário, rs). Quando uma menina é elogiada por suas características físicas, ela ganha um “peso” nas costas que é o de manter aquilo que …