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Elle Fanning como Margot em cena da série Margot Está em Apuros (Margot Got Money Problems).

Margot Está em Apuros: vale a pena assistir? Uma crítica sobre maternidade, OnlyFans e o valor das mulheres

Tem séries que divertem e, ao mesmo tempo, levantam diversos questionamentos importantes. Eles ficam lá, escondidos entre um diálogo e outro; entre os rumos que os personagens tomam. Este é exatamente o caso de Margot Está em Apuros (Margot Got Money Troubles), disponível na Apple TV+.  Particularmente, acho isso um bom sinal. Produções que provocam reflexão geralmente têm a minha audiência. Então bora lá falar um pouco sobre ela! Margot Está em Apuros: sobre o que é? (Sem spoilers!) A princípio, Margot Está em Apuros é uma comédia dramática centrada na aspirante a escritora Margot (Elle Fanning). Ao se descobrir grávida, ela conhece a dura realidade enfrentada por muitas mulheres: a falta de oportunidades profissionais e a urgência de se criar uma rede de apoio. De forma despretensiosa, Margot acaba criando um perfil no OnlyFans e descobre ali uma chance de ganhar dinheiro. No entanto, essa é só a superfície de um roteiro que sugere discussões interessantes. O corpo feminino e seu valor de mercado Curiosamente, é por meio do OnlyFans que Margot finalmente encontra …

Documentário mostra o nascimento da Barbie Negra

Black Barbie: documentário mostra a importância da representatividade

Grandes conquistas podem surgir de pequenos gestos de coragem. Foi assim que nasceu a primeira Barbie negra, em 1980, a partir de uma simples pergunta, como conta o documentário Black Barbie, disponível na Netflix. O filme traz entrevistas com mulheres que trabalharam na Mattel – fabricante da boneca – e tiveram papeis cruciais nessa construção.  A primeira delas foi Beulah Mae Mitchell, uma mulher negra que trabalhava na fábrica e teve a ousadia de perguntar à Ruth Handler, criadora da Barbie: “Por que não fazemos uma Barbie que se pareça comigo?”.  Embora pareça estranho afirmar que uma pergunta tão básica seja interpretada como um ato de coragem, é preciso considerar que nossa sociedade é, sim, racista. E há 60 anos atrás, quando surgiu a primeira Barbie, era ainda mais. De tal forma que ter mulheres negras no quadro de funcionários e acatar suas opiniões já poderia ser visto, naquela época, como algo revolucionário. Sem dúvida, não fossem essas mulheres, muitas meninas ainda não se sentiriam representadas em uma das bonecas mais populares em todo o …